A leitora Célia Aparecida da Silva, moradora do Jardim Alvorada, em Osasco, escreveu para a redação carta na qual apontou o desalento dos moradores do bairro com o que classificou de "desatenção" do setor de cata-entulhos da Secretaria de Obras.
Célia ligou para a repartição, onde conta que foi atendida por dois funcionários, Renata e Adriano, pedindo providências para a "retirada do entulho jogado próximo a minha casa, que está no local há quase 2 meses, e cada dia aumentando mais, se transformando em um lixão, onde as pessoas estão jogando lixo doméstico, vizinhos comerciais jogam entulho de reforma e construção, inclusive a noite carros param e jogam todos os tipos de lixo".
Segundo Célia, "o problema ocorre há vários meses, partindo dos próprios funcionários da referida secretaria, que vem até o local para varrer e roçar as plantas da praça, deixando o lixo na calçada".
A leitora afirmou que "a situação só piora, e baratas, pernilongos e ratos ‘tamanho gigante’ já habitam o local. A praça é de extrema importância como ponto de referência, caminho do Fórum no Jardim das Flores, da OAB, ACM, Fito, Unifesp etc.
Hoje somos obrigados a circular e andar pelas avenidas, pois a calçada está ocupada pelo lixo, e a praça tomada por moradores de rua, que possuem conduta inadequada ao local, pois tomam banho à luz do dia. A praça também não tem iluminação passando a ser um local vulnerável aos transeuntes. Será que os munícipes terão de contratar uma caçamba para tirar do local o entulho?"
A Prefeitura respondeu ao questionamento da leitora, por meio de nota enviada pelo Departamento de Comunicação, com a informação de que "a solicitação feita pela munícipe Célia já foi efetuada".
Ouvida novamente pela reportagem, Célia afirmou que foi providenciada apenas a retirada do entulho e que um técnico da Secretaria de Obras e Transportes prometera, em janeiro, que encaminharia ao departamento específico um pedido de manutenção da iluminação elétrica.
A prometida recuperação da iluminação e a carpição do mato que cobre a praça não tinha sido efetuada até a data de fechamento desta edição, disse Célia.
A leitora tentou reclamar dos sem-teto que ocupam a praça para a Secretaria de Assistência e Promoção Social, mas foi instruída a ligar para o telefone 190. Ela entende que este problema é de ordem social, e não policial.
