Prefeito Emidio de Souza (PT) anuncia decreto causado por aumento da frota osasquense e escolha da cidade como rota de fuga de pedágio

O prefeito Emidio assina o decreto dos caminhões (Ulisses Barbosa)
A partir de 1º de março a circulação de caminhões na cidade de Osasco estará submetida a algumas restrições. É o que determina um decreto assinado na tarde da quarta-feira, 1º, pelo prefeito Emidio de Souza (PT), em entrevista coletiva. Ele explicou que as áreas que serão submetidas à restrição foram apuradas em estudo elaborado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Mobilidade Urbana (Setran) e a nova medida faz parte do Programa de Melhoria da Fluidez do Trânsito.
Emidio adiantou que haverá novas medidas e fez o anúncio ao lado do titular da pasta, o engenheiro Waldyr Ribeiro Filho.
A restrição à circulação de veículos pesados nas vias públicas da cidade está dividida em três eixos: Zona de Máxima Restrição (ZMR), que compreende todo o centro expandido da cidade; Vias de Restrição (VR), que correspondem aos principais acessos à cidade; e ainda Vias Estruturais Restritas VER), formada pelos corredores viários das zonas Norte e Sul.
Estão isentos da proibição os veículos urbanos de carga (VUCs), caminhões que prestam serviços de urgência, socorro mecânico de emergência e guinchos, de cobertura jornalística, obras e serviços de emergência, Correios e prestação de serviços essenciais.
Ribeiro detalhou os principais fatores que levaram o trânsito de Osasco a apresentar os problemas atuais de fluidez. Dentre eles está o aumento de 91% na frota de veículos entre 2002 e 2010, passando de 160 mil para 340 mil veículos emplacados na cidade nesse intervalo. "Com isso, temos hoje a 9ª maior frota do Estado de São Paulo e que inclui cerca de 20 mil caminhões", relatou.
O segundo é a localização do município, que tem o território cortado pelas rodovias Anhanguera, Castello Branco, Raposo Tavares e pelo trecho Oeste do rodoanel. "Somos um polo atrativo de empresas de logística, o que, consequentemente, atraímos um grande fluxo de caminhões", completou.

Restrição para caminhões, como no cruzamento da Autonomistas com Aurora Soares Barbosa, visa ao aumento da fluidez do trânsito
Há ainda o fato de Osasco receber uma sobreposição de fluxos metropolitano e rodoviário de veículos. "Eles acabam se agregando aos veículos da cidade, pois todo o fluxo que segue no sentido Oeste da Grande São Paulo passa, obrigatoriamente, por Osasco". Segundo Waldyr, esse fator tem ainda um agravante: a cidade ser rota de fuga dos pedágios cobrados na Castello Branco e no rodoanel. "Dados da própria CCR, concessionária das duas rodovias, apontam que, nos horários de pico, 60% dos veículos que transitam pela avenida dos Autonomistas não possuem placas de Osasco", comparou.
Ele destacou ainda que o principal objetivo é garantir fluidez ao trânsito. "Por isso, apenas as vias que cruzam a cidade têm restrição. Os polos transportadores estarão totalmente livres".
O prefeito Emidio de Souza, por sua vez, lembrou que a situação do trânsito de Osasco vem se agravando e que o os problemas atuais já tinham sido antecipados pela administração pública quando foram anunciados os pedagiamentos da rodovia Castello Branco e do trecho Oeste do rodoanel. "Isso se soma à atração natural que o centro de Osasco tem, pela presença do comércio, dos shoppings centers, das universidades, pela presença de linhas de ônibus na região central a ainda pela necessidade de abastecimento do comércio".
O prefeito destacou que os próximos 30 dias serão destinados a uma campanha de conscientização sobre as medidas. "São ações para salvaguardar o interesse econômico da cidade e fazer com que o trânsito tenha maior fluidez. Basta às empresas se adaptarem, utilizando, por exemplo, os VUCs, que é o carro próprio para descarga nas grandes cidades. Mas temos maturidade suficiente para analisar o impacto e, se houver necessidade de mudanças, nós saberemos fazer", finalizou.
Veja horários e locais nos quais vigorará a restrição
Zona de máxima restrição de circulação
– proibição de tráfego de caminhões de segunda a sexta-feira, das 5 às 21 horas; aos sábados, das 10 às 14 horas;
Avenidas - Fuad Auada; Maria Campos; Bussocaba; Santo Antônio, Sport Club Corinthians; Visconde Nova Granada e Viaduto Tancredo Neves;
Ruas - Armando Binoti e Alfredo Sturlini.
Vias de máxima restrição de circulação
´- proibição para caminhões de segunda a sexta-feira, das 5 às 24 horas e aos sábados, das 10 às 14 horas:
Avenidas - Hilário Pereira de Souza, Domingos Odália Filho, Franz Voegeli e Autonomistas até o limite com São Paulo;
Ruas - Manoel Pedro Pimentel.
Vias estruturais restritas
- proibição de caminhões de segunda a sexta feira, das 5 às 21 horas e aos sábados, das 10 às 14 horas;
Avenidas dos Autonomistas, no trecho entre o Viaduto Tancredo Neves e o rodoanel) e ainda, na zona Norte, avenidas Edmundo do Amaral, Getúlio Vargas, Costa e Silva; Presidente Médici (parcial), João Ventura dos Santos, dos Remédios, Luiz Rink e Ônix e, na zona Sul, as avenidas Prefeito Hirant Sanazar, Padre Vicente Melillo, Prestes Maia, Joaquim Lapas Veiga, Kenkiti Shimomoto, Visconde de Nova Granada, Sport Club Corinthians Paulista, Internacional, João de Andrade, José Barbosa Siqueira, Benedito Alves Turíbio, Marechal João Batista Mascarenhas de Morais e Giuseppe Sacco.
Veículos autorizados a circular em período integral
Veículo Urbano de Carga – VUC;
Caminhões que prestam serviços de urgência, socorro mecânico de emergência guincho, cobertura jornalística, obras e serviços de emergência, Correios e de prestação de serviços públicos essenciais; de concretagem e concretagem-bomba.
Veículos autorizados a circular das 5 às 16 horas:
- de remoção de terra e obras civis, feiras-livres, de mudança e de coleta de lixo; das 10 às 20 horas: de transporte de valores; das 10 às 16 horas: de obras e serviços de infraestrutura urbana, remoção de entulho e transporte de caçambas.
