Depois de Tóquio, Roma, Paris e mais sete cidades, chega ao Brasil, em São Paulo, a exposição itinerante "O Deserto Não é Silente", mostra de arte da civilização Líbia, que acontece nos pavilhões do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, até o dia 18 de abril.

O deserto é tema nas 51 telas em exibição
Com curadoria de Emanoel Araújo, diretor do Museu, a exposição recria um passeio pela história e cultura de uma das civilizações mais antigas, localizada no norte da África, extraindo do deserto emoções, memória, símbolo e significados que pontuam o trabalho exposto.
Os visitantes poderão admirar peças arqueológicas greco-romanas e islâmicas na forma de esculturas, mosaicos e objetos da vida cotidiana. Pinturas de três artistas contemporâneos também serão apresentadas: obras de Saif El Islam El Gaddafi, Fazi Swei e Salaheddine Shagroun. A exposição reúne 28 valiosas peças arqueológicas e 51 telas, sendo 39 de Saif El Islam El Gaddafi, seis de Fawzi Swei e seis de Salaheddine Shagroun.
A Fundação Gaddafi, Organização Não Governamental (ONG) com sede em Trípoli, capital da Líbia, que organiza o evento, pretende revelar, com a exposição, o papel do país como um centro de criatividade e ponte entre o Oriente e o Ocidente e entre o Mediterrâneo e a África Subsaariana, que resultou em uma produção cultural com marcas dos fenícios, gregos, romanos e árabes.
A exposição, gratuita, já está aberta e pode ser conferida no Museu Afro Brasil, que fica na avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 10, Parque Ibirapuera. As visitas acontecem de terça a domingo, das 10 às 17 horas. Para mais informações há o telefone 5579-0593.
