O atual detentor do título, Jenson Button, transferiu-se para a McLaren e abriu espaço para o retorno às pistas de Michael Schumacher, heptacampeão que defenderá a Mercedes GP
Quem é fã de corridas de Fórmula 1 (F1) e já estava com saudades do ronco dos motores voltará a ver neste domingo, 14, os pilotos da mais importante categoria do automobilismo em ação, abrindo a temporada a partir das 9 horas de Brasília, horário para começar o Grande Prêmio (GP) do Bahrein, na Ásia. Depois, até 7 de novembro, haverá mais 18 etapas, de acordo com o calendário divulgado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA). A entidade planejou a última para Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, país que também fica no continente asiático (veja cronograma ao lado).

Carros alinhados no Bahrein, antes da largada em 2009, onde começará a nova temporada da F1
Acostumado a ver 20 bólidos na pista até o termino do mundial de 2009, o torcedor contará neste ano 24, incluindo carros de escuderias estreantes e o de times favoritos, como a Ferrari, a McLaren, e a Mercedes GP, novo nome da atual campeã, Brawn GP. Em virtude deste aumento de equipes, a FIA remodelou o sistema de pontuação e, já partir do Bahrein, o vencedor de cada uma das etapas somará 25 pontos, contra os 10 que vigoravam. Além disso, os dez mais bem colocados, e não somente os oito primeiros, entrarão na zona de pontuação, ganhando, em ordem decrescente a partir do segundo colocado 20, 15, 10, 8, 6, 5, 3, 2 e 1.
Entre os novatos que o circo apresentará estarão dois brasileiros, o que levará o país a ter quatro representantes. Sobrinho do tricampeão Ayrton Senna, Bruno Senna defenderá a Hispania (antiga Campos Grand Prix), mas que a FIA está divulgando como HRT F1, com o carro 21. Lucas di Grassi deixou a reserva da Renault e vestirá o macacão da Virgin Racing, usando o número 25. Senna e Grassi dividirão a cada domingo as preferências e os corações dos compatriotas com Felipe Massa (Ferrari, número 7) e Rubens Barrichello (Williams, 9). Assim como os demais, o quarteto terá de encarar Michael Schumacher, talvez a maior atração da F1 em 2010.
Carro número 13 não entra
O alemão heptacampeão consagrado pela Ferrari deixou de lado a aposentadoria que já durava três anos por um contrato de três temporadas, durante as quais embolsará 7 milhões de euros, para guiar um dos carros da Mercedes GP, com o número 3. O novo time de Schumacher substituiu a Brawn GP, atual detentora tanto do troféu mundial de construtores, quanto do título de pilotos. Esta taça está em poder do inglês Jenson Button, transferido para reforçar a McLaren ao lado do campeão de 2008 e compatriota Lewis Hamilton.
O carro de Button, portanto, será o número 1, o de Hamilton, o 2. Kimmi Raikkönen, campeão de 2007, substituído pelo bicampeão espanhol Fernando Alonso (8) na Ferrari, ficou de fora, mas a Finlândia estará representada por Heikki Kovalainen (19), um dos ases do retorno da Lotus. A FIA evita adotar o número 13, que assim, não estampará a carenagem de nenhum carro.
