
ENCONTROS E DESENCONTROS
Na semana passada esta coluna divulgou um encontro que teria havido entre o deputado estadual João Caramez (PSDB) e uma antiga assessora sua, Cibele da Rocha, como uma das muitas citações que por certo virão sobre os encontros e desencontros da política em face da formação de grupos, equipes e trabalhos visando as eleições futuras que, afinal de contas, estão aí em outrubro deste ano.
ASSESSOR, ASSESSORA E ASSESSORES
A citação de Cibele e Caramez só ganhou um pouco de relevância já que a moça foi sua assessora quando o deputado ainda era prefeito de Itapevi; depois disso acabou assessorando a atual prefeita Ruth Banholzer (PT) e mais recentemente prestava algum tipo de serviço para o também deputado estadual por Carapicuíba, Marcos Neves (PSB). Como ela também é casada com outra personalidade política e pública, Acenir da Cruz, que foi assessor direto do ex-prefeito de Jandira, Paulinho Bururu, do PT, mostrava-se apenas as idas e vindas dessa turma que faz política, como forma de ilustrar os atuais contatos e composições em torno de possíveis candidaturas.
NÃO ACONTECEU
Ocorre que, no mesmo dia em que circulou a edição deste Página Zero com a informação (27/1/12), tanto o deputado João Caramez quanto sua assessoria ligaram urgentemente para a redação a fim de garantir que nunca aconteceu tal encontro e que, em linhas gerais, a antiga assessora Cibele não faz parte daquilo que se chamou discutir a "conjuntura política itapeviense" entre ambos.
A RETRATAÇÃO...
Mais do que simplesmente usar o telefone, a assessoria do deputado também enviou uma nota à redação do jornal, formalizando e reforçando a "desinformação" dada pela coluna, nota essa que optamos por publicar na íntegra para que não haja interpretação adversa por outras alegações verbais, e também para preservar a versão apresentada pelo deputado.
Diz a chamada "Nota de Esclarecimento: primando pela veracidade dos fatos, informamos que o deputado estadual João Caramez não participou de nenhum almoço com a designada senhora que consta em nota publicada no Paredão da edição nº 1017, do jornal Página Zero. Informamos ainda que a avaliação da atual "conjuntura itapeviense" sempre foi feita e continuará sendo realizada com sua equipe de assessores. Assim sendo, visando a cumprimento dos princípios éticos do jornalismo, aguardamos retratação desse veículo de comunicação".
Assina a nota a Assessoria de Imprensa do deputado Caramez.
TEMA PARA A CAMPANHA
O vereador carapicuibano Elias Cassundé (PMDB) tem visitado as redações dos principais jornais da região a fim de difundir e de esclarecer uma parte de suas ações atuais, que começam a ganhar corpo dentro da cidade.
Ele adotou para si a ideia de um movimento, chamado de "Municipalista" que objetiva, dentre outras coisas, reunir setores da sociedade carapicuibana a fim de discutir problemas locais e levá-los mais diretamente ao processo eleitoral que está por se desenvolver.
‘CONTRA’ A SITUAÇÃO
Acontece que, mais do que pessoas ou entidades, esse movimento por ele iniciado também aglutinou líderes políticos e ou partidários e passou a dar a impressão, num primeiro instante, de se tratar de um grupo que pretenda se formar como oposição ao atual prefeito Sergio Ribeiro (PT), por exemplo.
Uma matéria jornalística nesse sentido chegou a ser divulgada pela região com o tom de que tais partidos estariam unidos para "bater" o PT nas eleições de Carapicuíba.
CAUSA A SE APOIAR
O trabalho atual de Cassundé, nesse momento, tem sido o de minimizar tal crença, já que – segundo seu próprio discurso – o objetivo do grupo é debater as questões da cidade e, se necessário, levá-las aos candidatos que hoje se apresentam, como o próprio Sergio Ribeiro, que deverá tentar a reeleição.
Ainda segundo Cassundé, se o candidato abraçar suas causas, terá o apoio do grupo "municipalista". Caso contrário, e dependendo do momento, poderá, sim, pensar em candidatura saída desse grupo.
SONHO VIÁVEL
O grande sonho imediato de Elias Cassundé, na verdade, é compor a chapa do petista Sergio Ribeiro – como candidato a vice-prefeito – nessa tentativa de reeleição do atual chefe do Executivo. Num período um pouco mais adiante, o sonho de Cassundé é se tornar prefeito da cidade, ideal permitido a qualquer cidadão, inclusive a ele, que completa seu terceiro mandato como vereador.
SE MOVIMENTANDO
Sergio Ribeiro, neste momento, vislumbra a repetição de seu parceiro de candidatura, o atual vice-prefeito Salim Reis (PSD), como aquele que irá manter a composição de chapa para outubro deste ano.
Cassundé não é bobo! Sabe que, aparecendo e se movimentando como está, joga para cima dos líderes a pressão da decisão.
Se Sergio não o desejar, pode até pender para os lados de outros pré-candidatos como Fuad Chucre (PSDB) ou Marcos Neves (PSB).
Por que não?!
‘DESUNIÃO’
Como discurso, Cassundé faz certinho a lição de casa: se ninguém o quiser, ameaça sair ele próprio como candidato a prefeito. Numa cidade que pode ter dois turnos para se decidir o pleito, pode acabar virando moeda de bom peso...
O que o vereador não pretendia, no entanto, é que um daqueles participantes desse movimento "municipalista", o líder do PDT na cidade, Tadeu Moraes, se apressasse em "desmantelar" a chamada união entre eles, afirmando ser ele, Tadeu Moraes, também candidato a prefeito.
HAJA VICE...
Tadeu, na verdade, nunca desconsiderou essa possibilidade da candidatura majoritária, mas como seu partido compõe a base do governo municipal, imaginou (assim como Cassundé) que seu posicionamento também lhe permitisse galgar melhores espaços para a eleição vindoura, quem sabe também ele sendo escolhido como vice de Sergio Ribeiro.
Haja cadeira disponível...
PINGOS NOS ‘IS’
Cassundé pretendia que Tadeu unisse forças em torno do trabalho municipalista, o que poderia ser benéfico para o grupo. Tadeu, no entanto, não teve paciência de ver somente Cassundé aparecendo e tirou o time.
E mais do que isso: já se apressou em referendar sua intenção de candidatar-se a prefeito da cidade, e pronto!
Uma reunião nesse sentido foi organizada por ele com a imprensa da região a fim de se colocar os devidos pingos nos "is"...
SOPA PARA O AZAR
Outro que também está tentando "não dar espaço" para os chamados "amigos concorrentes", ou ainda não querendo "dar sopa para o azar", é o ex-prefeito de Jandira, Paulinho Bururu, do PT.
Segundo o que o partido vem divulgando pela cidade, seus integrantes irão contratar os trabalhos de um instituto de pesquisa para se apurar qual dos interessados do partido nessa candidatura teria mais chance. Na corrida estariam: ele próprio, Bururu; o presidente da legenda na cidade, Julinho Lima e o atual vereador Zezinho.
LANÇAMENTO OFENSIVO?
Matreiro, Bururu organizou na semana passada uma reunião com assessores, simpatizantes e parte da população para anunciar sua intenção de se lançar candidato a prefeito. Fez isso e ainda recebeu na festa os dois pseudos concorrentes, até para mostrar que há união entre eles.
Ora, num nível elevado de discussões, esse pré-lançamento de candidatura poderia até ser considerado uma ofensa para os demais pretendentes, ou não?
PARA INGLÊS VER
Vamos, então, dividir uma confidencialidade com nossos leitores: se, nas próximas semanas, nem Zezinho, nem Julinho organizarem reunião semelhante anunciando para a cidade a intenção deles em se lançar candidatos a prefeito de Jandira, pode ter certeza que eles não o são, e já estão fechados com a candidatura de Paulinho Bururu.
Aí, neste caso, a divulgação de uma pesquisa e um processo tão democrático para escolha do candidato é coisa para inglês ver... e tentar desviar a atenção sobre o candidato oficial que, dizem, não pode ser definido tão antecipadamente sob pena de ser tratado como "alvo" muito cedo.
AGORA, VAI!
Como já se imaginava, a prefeita de Jandira, Anabel Sabatine (PSDB), reuniu parte da imprensa da região nesta semana, depois de ter vencido um processo de cassação na Câmara dos vereadores, para dizer que ela não conseguiu governar, até agora, porque a oposição "emperrava, atrapalhava" seu governo.
Isso quer dizer que, após um ano de ter virado prefeita da cidade por conta da trágica morte do então prefeito Braz Paschoalin, agora vai?
POR UM ANO...
Quer dizer que, mesmo com o noviciado na política, e como vice-prefeita de um cara muito experiente como Paschoalin, a agora prefeita Anabel não sabia que as oposições serviam justamente para isso? Para atazanar, para criar empecilhos e dificuldades?
Pois é! Fica pelo menos a esperança para a população jandirense de que agora, vai! Por pelo menos um ano a cidade terá governo...
Paredão