Quarta, 08 de setembro de 2010
bt-anuncie
Home Paredão
Paredão

Paredão Edição n° 923

 

CRISE ALARDEADA

A crise de relacionamento entre o vice-prefeito de Pirapora do Bom Jesus, Marco Evangelista (DEM), e o prefeito, José Carlos ‘Bananinha’ Alves (PT), já é objeto de muito noticiário pela cidade e região, através das páginas dos jornais ou pelos comentários dos boateiros e analistas de plantão.

CARTA ABERTA

Essa crise, no entanto, nunca negada pelo vice-prefeito e quase sempre abrandada pelo prefeito, ganhou ares de irreversibilidade há alguns dias, depois de um panfleto distribuído pela cidade, com o título de ‘Carta aberta à população’, no qual Marco Evangelista tenta transmitir seu posicionamento definitivo em relação ao tema.

LENHA E PIMENTA

A ‘Carta’ é extensa, tem inúmeras considerações do vice-prefeito a respeito da administração do agora desafeto Bananinha, mas pretende colocar uma pá de cal sobre quaisquer dúvidas que ainda poderiam surgir desse rompimento político.

Só que, mais do que uma simples pá de cal, Evangelista colocou também muita pimenta e lenha na fogueira que pode ainda, sim, esquentar sobremaneira.

TENHO VERGONHA’

Só para que haja uma ideia do que Evangelista andou escrevendo nesse documento distribuído pela cidade, consta, por exemplo, a frase "não reconheço, não acredito, não concordo e não apoio os atos até aqui praticados pelo governo do Bananinha e tenho vergonha dos rumos tomados por essa administração instalada na cidade".

SEM SALÁRIO

Lá para o final de centenas de considerações, Marco Evangelista redigiu em letras maiúsculas que não é vice-prefeito do Bananinha e, sim vice-prefeito de Pirapora do Bom Jesus, e foi mais além: informou que protocolou um documento abrindo mão dos vencimentos do cargo de vice-prefeito e conclamou o prefeito a fazer o mesmo, se não totalmente, em pelo menos 60% do vencimento mensal.

PROVOCAÇÃO

Para tocar nesse assunto, o vice-prefeito deu uma informação que deverá ser bastante avaliada pelos meios políticos. Observou ele taxativamente: "numa cidade com extremas dificuldades financeiras é um absurdo que o prefeito tenha um salário de R$ 18.500,00, maior do que o próprio salário do presidente Lula...".

Como se vê, o rompimento que era apenas objeto do noticiário, ganhou ares de contundência e também de provocação.

Resta agora saber se o prefeito Bananinha atenderá à provocação do vice...

CANDIDATURA PRÓPRIA

O vereador por Osasco André Sacco Júnior (PSDB) disse que está começando a encontrar respaldo suficiente dentro do partido para o que ele considera irremediável e imprescindível para a legenda na cidade, que é a indicação de uma candidatura a deputado federal oriunda das hostes municipais.

ALIANÇA ‘FAMILIAR’

Todos sabem que o grande líder tucano na cidade é o ex-prefeito e atual deputado estadual Celso Giglio e que Sacco sempre dedicou total fidelidade a ele, além de apoio e empenho. A posição de Giglio, no momento, é a de fazer dobradinha com Bruna Furlan (do mesmo partido), de Barueri, que inegavelmente levaria votos de Osasco para a candidatura a deputada federal, mas inquestionavelmente daria impulso à intenção de reeleição de Giglio pela aliança com a família capitaneada pelo prefeito de Barueri, líder, campeão de votos e pai de Bruna, Rubens Furlan (PMDB).

POTENCIAL ELEITORAL

Sacco não demonstrou irritabilidade ou qualquer tipo de rompimento com Celso Giglio, mas argumentou que a cidade de Osasco, com mais de 500.000 eleitores, tem capacidade para bancar uma candidatura a deputado federal, respaldada no potencial eleitoral do PSDB. Ele não falou claramente, mas presume-se naturalmente que esse candidato seria ele próprio...

PISANDO EM OVOS

Em todos os momentos, o vereador demonstrou-se respeitoso em relação a Giglio e disse que tal candidatura inclusive o ajudaria ainda mais na conquista de votos.

A novidade dos últimos dias foi o anúncio dele, Sacco, de que a direção do partido já teria começado a ver tal iniciativa com bons olhos, alimentando a esperança de ganho de causa do vereador.

Resta saber se, no frigir dos ovos, essa insistência não virá a causar desconforto e irritabilidade no próprio Celso Giglio que, aí sim, poderia criar maiores problemas com o ainda e outrora companheiro.

NOVA DOBRADA

Dessa notícia sobre a eventual candidatura de Sacco a deputado federal surgiu ainda nos últimos dias a especulação de que ele até já teria com quem fazer dobradinha, pedindo votos a deputado estadual para outro candidato do PSDB em Osasco, que não o líder Celso Giglio.

Essa especulação colocou em cena o nome do jovem neto do falecido governador Mário Covas, e que atualmente cumpre o primeiro mandato como deputado estadual, Bruno Covas (PSDB).

NÃO SABE DE NADA

Bruno Covas, que pretende sim a reeleição à Assembleia Legislativa, esteve na redação do Página Zero nesta semana e desconversou sobre o tema, afirmando que assim como a maioria das pessoas, ficou sabendo da provável dobradinha com Sacco apenas pelos jornais e pelos comentários dos correligionários.

VOTO DISTRITAL

Dentre inúmeras considerações políticas que Bruno Covas fez (registradas em matéria nesta edição), uma delas merece atenção especial: assim como boa parte da classe política, o neto do ex-governador defende a alteração do atual sistema de eleição pelo já decantado processo de voto distrital, no qual os candidatos receberiam votos prioritários dos eleitores daquela região específica.

QUEM É O ADVERSÁRIO?

Até aí não há novidade nenhuma.

O que Bruno Covas salientou, no entanto, é que pelo processo atual, os reais adversários dele a deputado estadual, por exemplo, não são os candidatos do PT, do PV, do PMDB, do DEM ou do PDT.

Segundo a análise que fez, Covas precisará trabalhar sempre para ter mais votos do que os próprios colegas de legenda (do PSDB, no caso), pois se não ficar no topo da lista, acaba não se elegendo.

É A REGRA!

A análise está correta: pelo atual sistema de coeficiente eleitoral, se o partido conseguir cinco cadeiras, por exemplo, na Assembleia, ele tem de estar entre os mais votados. Se for o sexto colocado do partido, tiver mais voto do que um candidato de outra legenda, ainda assim ficará de fora.

Esse coeficiente já é conhecido de muita gente e incompreensível para a grande maioria do eleitorado; mas historicamente vem sendo mantido por absoluta falta de interesse em se mudar a regra do jogo.

MAIS JUSTO

A regra é essa, Bruno e tantos outros sempre foram eleitos por essa determinação, mas interessante é a colocação de que sua competição atrás dos votos acaba focando os colegas do próprio partido em vez dos reais oponentes.

É algo para se analisar e, talvez, a implantação do voto distrital poderia ser o primeiro passo para a coleta de votos mais justa.

CULPA DA ‘MÃE NATUREZA’

O drama das chuvas voltou a assolar o Brasil nesta semana, desta feita com os maiores problemas localizados no Estado do Rio de Janeiro, incluindo-se aí a Capital e a região Metropolitana.

A ladainha é aquela mesma que se ouviu quando as catástrofes assolaram São Paulo e certamente será a mesmas em qualquer outro lugar do país, de que a mãe natureza exagerou e o volume de chuvas foi maior do que o suportável por essas cidades.

SOL ENTRE NUVENS

Resolver o problema da coleta do lixo que fica nas ruas; das encostas habitadas irregularmente; das obras de infraestrutura para amenizar tais dramas; isso tudo vira assunto secundário que fatalmente desaparecerá da pauta dos dirigentes públicos no primeiro solzinho que surgir entre as nuvens.

O PRÓPRIO RABO

Problemas com a água das chuvas e seu excesso quase todo o mundo tem e, para que não digam que é fácil sentar no próprio rabo para ficar olhando o dos outros, vamos logo admitindo que até aqui na redação do jornal algumas goteiras insistem em cair por sobre nossas cabeças nesse período de chuvas incessantes.

VERGONHA A SER EVITADA

O que se espera, no entanto, é que o ‘Big Boss’ tome alguma iniciativa para se tentar resolver o problema, certo?

Pois é! Em caso semelhante, a classe esportiva de Osasco acabou passando por uma vergonha que poderia ser evitada, quando o time de vôlei do Sollys jogava partida importante pela Superliga feminina, no sábado, 3, no ginásio Professor José Liberatti, em Presidente Altino, diante do EC Pinheiros.

ÁGUA E LUZ

Com transmissão ao vivo pela TV, o jogo teve de ser interrompido por conta das goteiras que insistiam em roubar o espetáculo. Depois, foi novamente interrompido por falta de energia elétrica e às duras penas chegou ao final.

Vamos deixar de lado a questão da falta de energia, pois é realmente improvável que esses ginásios de esportes tenham geradores próprios, assim como não o possuem os maiores estádios esportivos do Brasil e do mundo.

PROBLEMA ANTIGO

Mas goteira é um transtorno que dá para eliminar...e no caso específico do ginásio de Presidente Altino, esse probleminha perdura há pelo menos uns 20 anos. Prestou atenção? Há pelo menos 20 anos!

Pior do que isso, o EC Pinheiros perdeu o jogo e, como todo derrotado sempre fica de mau humor, alguns dirigentes do clube paulistano acabaram insinuando em programa televisivo ao vivo que, se o jogo fosse realizado em seus domínios, esse tipo de situação não aconteceria.

PRECISA DISSO?

Aí vem a pergunta, que pode ser dirigida ao secretário de Esportes de Osasco, o simpático e esforçado Cláudio Chapecó: precisa disso, secretário?

Depois, a população não entende porque um jogo de Osasco acaba realizado no ginásio de Barueri, por exemplo. A final da Superliga, para a qual o Sollys/Osasco já carimbou o passaporte, será realizada no Ginásio do Ibirapuera...mas, naturalmente, não se poderia nem pensar em outra alternativa.

CAOS TOTAL

Ah...o ginásio do Maracanãzinho também alagou nesta semana e impediu que o Unilever disputasse outro jogo importante da mesma Superliga de vôlei.

Mas ali o rio Maracanã transbordou e o Rio de Janeiro viveu o pior caos dos últimos 40 anos e tudo isso ainda pode ser ‘creditado’ à falta de ação das autoridades que esperam brilhar sediando Olimpíada e Copa do Mundo. Vá esperando...

MUITO POUCO

Mas – repita-se - antes de ficarmos olhando o rabo alheio, ou justificando problemas com outros problemas maiores, não dá para resolver a questão das goteiras no Liberatti?

É muito pouco, se comparado a outros cenários desoladores do esporte que se espalham por esse brasilzão afora...

 


Página 22 de 48

Crie seu Login e Senha

Cadastre-se no nosso site para poder acessar seções restritas
» Cadastrar

Se você já é cadastrado em nosso site faça o login aqui:
» Login

Concursos das Prefeituras de Carapicuíba e Santana de Parnaíba

Clique e veja fac-símile da página mais recente com publicação de chamamento dos concursos das Prefeituras de Carapicuíba e de Santana de Parnaíba

» Acessar