
SÃO TANTAS EMOÇÕES
Acabou-se a Copa do Mundo de Futebol e a população brasileira vive agora outro período de ‘grandes emoções’, com o início formal das campanhas eleitorais.
Só como registro, em tempos nem tão remotos assim, o fiasco apresentado pela seleção brasileira na Copa do Mundo servia como preocupação vital aos governos reinantes, que temiam a população "acusando-os" pelo fracasso futebolístico. Hoje em dia, mais moderninhos e civilizados, dificilmente colocamos a culpa de tal fiasco no governo...
COBRANÇA EXAGERADA
Mas nem bem a campanha começou e já surgem as primeiras curiosidades. Uma delas, iniciada aqui mesmo pela região, constatou-se quando da visita a Osasco do candidato ao governo paulista pelo PT, Aloizio Mercadante. Durante seus discursos, com várias propostas de governo, referiu-se a um problema bastante debatido em nossas cidades, que é a cobrança exagerada e abusiva dos pedágios nas estradas do Estado.
CONHECE O TEMA
Entre suas propostas, Mercadante disse que é importante baixar o preço dos pedágios para atrair mais investimentos e blá, blá, blá.
Não é lindo?! Finalmente um senador da República, candidato ao governo do Estado, mostrou que conhece o tema que tanto afligiu e aflige os motoristas e passageiros da região e se propõe a tratá-lo, caso eleito.
‘É UM ROUBO’
O problema é que quase no mesmo dia da visita de Mercadante a Osasco, outro candidato ao mesmo cargo de governador, Paulo Skaf, do PSB, falava em tom até mais forte contra os mesmos pedágios: "a questão dos pedágios é um dos maiores problemas do Estado. O que se cobra é um roubo", disse, segundo sua assessoria.
Logicamente, além de propor medidas para evitar esse "roubo", chegou até a apresentar outras idéias, como desconto de IPVA para usuários de rodovias estaduais, por exemplo.
ATÉ TU?
Agora ficou mais do que lindo! Já estamos indo para o lado do maravilhoso; afinal, dois candidatos se propõem a resolver tamanha questão na qual ninguém até agora havia tentado se meter.
Mas não vá com tanta sede ao pote, não!
Além e depois deles, também o candidato tucano Geraldo Alckmin, no primeiro dia de sua campanha ao governo paulista disse que pretende, caso eleito, rever os valores cobrados em algumas praças de pedágio das estradas paulistas.
ONDE ESTAVAM?
É mais do que lindo; mais do que maravilhoso...é simplesmente extra-hiper-ultra-mega-baita-sensacional...
Todos eles irão rever a política de pedágios, inclusive o ex-governador que ajudou a implantar o atual sistema que permitiu essa cobrança abusiva que existe hoje. Não dá para acreditar em tamanha emoção.
É tão inacreditável que chega a ser utópico. E tudo isso nos faz perguntar – de novo – onde é que estavam todos eles quando a população começou a reclamar e quando não havia campanha eleitoral?
MERO ESPECTADOR
Um rápido registro sobre a visita de Mercadante a Osasco foi o erro do apresentador, ao registrar a presença do vereador paulistano e cantor dos mais conhecidos, Agnaldo Timóteo (PR), que acabou anunciado como Agnaldo Rayol, outro cantor de estrondoso sucesso nacional.
Mostrando que tem emoção à flor da pele, assim como suas canções, Timóteo fez semblante de chateado, balançou a cabeça negativamente e, mesmo depois de corrigido o erro e convidado a subir ao palanque, preferiu ficar em seu cantinho no chão mesmo, como mero espectador.
INICIATIVA COPIADA
O prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), divulgou com certo alarde há alguns dias a implantação de uma lei que proibirá os candidatos desta eleição a fazerem publicidade ou pichações em muros da cidade. Essa iniciativa do prefeito osasquense está, inclusive, sendo copiada por autoridades de outros municípios, que tentam implantar o mesmo procedimento.
SEM FORÇA
A iniciativa é ótima e visa a, principalmente, proteger o patrimônio público e privado tão amplamente agredido em épocas como essas. A população, com certeza, agradece.
Entretanto, já há gente debruçada em livros e mais livros de legislação, afirmando que tal medida só será eficaz se houver boa vontade dos candidatos, pois sob o aspecto legal, tal determinação não teria muita força, não!
CONTRA OS ‘SUJÕES’
O principal argumento é que essas leis de caráter municipal não têm força sobre a legislação eleitoral. Ou seja: por mais que a Prefeitura consiga multar um candidato, não poderia, por exemplo, cassar-lhe a legenda ou até – lá na frente – o próprio mandato do infrator sujão. Além disso, se um candidato de outra cidade resolver pintar o muro em Osasco, como é que a Prefeitura iria puni-lo, já que a ingerência da lei tem jurisdição dentro de seu próprio município?
Espera-se que esses questionamentos não sirvam somente para abastecer de argumentos os habituais "porcolinos" que insistem em burlar leis e a vontade da população.
SEM DESCONTENTAMENTO
Já começa a circular em alguns meios da política de Santana de Parnaíba que o atual secretário de Obras da administração local, Guilherme Correa (DEM), pudesse estar interessado em deixar a pasta.
Sem alarmes, sem alardes e sem crise, a notícia não circula como se ele estivesse descontente ou coisa parecida. Pelo contrário: como secretário, vem desempenhando bom papel à frente da pasta, aparentemente deixando orgulhoso o atual prefeito Silvinho Peccioli (DEM) pela escolha.
COM SAUDADE
O que se comenta, no entanto, é que Guilherme, que é vereador eleito e somente deixou o posto para assumir a Secretaria de Obras, estaria com saudade de sua cadeira na Câmara, que o coloca em contato direto com seu eleitorado sem os enormes afazeres e atributos que a titularidade da Secretaria lhe impõe.
Como se disse acima, essa notícia surge a partir de comentários na cidade e esse tipo de especulação acaba mexendo com muito mais gente do que a simples figura do protagonista principal. Assim, sua equipe na Secretaria de Obras, por exemplo e naturalmente, deve ficar preocupada com o futuro; assim como a suplente Maria Helena, que hoje ocupa a cadeira que Guilherme retomaria em caso de retorno.
JÁ TERIA SUBSTITUTO
Muito mais do que isso, já se especula inclusive qual seria o substituto de Guilherme caso realmente ocorra sua saída: alguns já esperam a volta do ex-secretário de Obras, Roberto Xavier.
Ou a especulação é muito grande ou tem gente muito bem informada...
Para dirimir essas dúvidas, o próprio secretário atendeu à reportagem deste Página Zero afirmando conhecer o boato, mas que não há nada de verdadeiro nisso. Disse ele estar satisfeito com o trabalho realizado e acredita que seu "chefe", o prefeito Silvinho, também esteja.
TODOS TRANQUILOS
Como prova e reconhecimento de que tais especulações acabam tomando um tempo enorme de quem tem mais o que fazer, Guilherme disse que o próprio prefeito Silvinho, em reunião de secretariado, chegou a esclarecer aos demais que a notícia que circula na cidade não passa de boato.
A própria vereadora Maria Helena também já teria ouvido do secretário Guilherme palavras de conforto para não ficar preocupada em ter, de repente, de deixar o cargo.
Assim, quem teria que ficar preocupado já sabe da verdade e fim de papo!
PREVISÃO ACERTADA
Esta coluna quase previu, há algumas semanas, o desgaste que a Câmara de Osasco estaria bancando ao tentar pela segunda vez votar as contas do ex-prefeito Celso Giglio (PSDB). E não deu outra!
No final de 2008 a Câmara atropelou todos os trâmites para votar rapidamente o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que sugeria a reprovação das contas do ex-prefeito, como forma de tentar deixar o atual deputado Celso Giglio inelegível por pelo menos 5 anos.
SEM CHANCE DE DEFESA
Ninguém afirma ou admite, mas com Giglio fora da campanha deste ano, muitos dos atuais vereadores candidatos a deputado estadual teriam mais chance de eleição e, por isso, não custava tentar, né?!
O problema é que Giglio conseguiu mostrar na Justiça que aquela sessão que reprovou suas contas não lhe deu nem sequer a chance de se defender e o caso, que era simples questão política da Câmara, virou briga judicial.
TEATRINHO
Agora, há algumas semanas, ansiosa pelo mesmo propósito, a Câmara resolveu cancelar aquela sessão de reprovação e marcou nova sessão, afirmando que desta vez daria chance de defesa ao deputado. Um teatrinho cujo resultado final Giglio e o mundo inteiro sabiam qual seria, se obtivesse êxito.
O que esta coluna fez foi adiantar que somente o tempo dos vereadores era perdido, assim como seus salários e sessões legislativas, já que eles não teriam a prerrogativa de cancelar algo que já não mais está sob sua tutela e, sim, da Justiça.
PERDENDO TEMPO
Dito e feito: foi marcada uma sessão extraordinária para a semana passada e Celso Giglio facilmente conseguiu uma liminar judicial impedindo que os vereadores votassem novamente as suas contas, deixando claro a todos que a questão continua residindo no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que é quem irá julgar a coisa toda. Enquanto isso Giglio mantém sua candidatura à reeleição e aqueles que se preocupam demais com o moço acabaram perdendo um tempão sem fazer suas próprias campanhas.
Precisava disso?
