
DE PASSAGEM
Quem andou ‘passeando’ pela cidade de Osasco na semana passada foi o ‘manda-chuva’ do PTB no Estado de São Paulo, deputado estadual Campos Machado. Em época de eleição, é natural a visita de personalidades políticas nas mais variadas cidades, a fim de angariar algum "espaçozinho" na mídia e, quem sabe, bons e preciosos votos em suas campanhas.
NÃO PARA JÁ
A visita de Campos Machado, no entanto, teve um ingrediente diferente – que pode até ter sido usado, sim, como argumentação para espaço no noticiário – mas que não deixa de ter sua representatividade e importância no âmbito das disputas mais importantes que por aí virão, não agora. em 2010, mas principalmente, em 2012.
FILIAÇÃO ABONADA
O ‘cacicão’ petebista andou o tempo todo de braços dados com o ex-deputado estadual osasquense Willians Rafael, que há tempos anda sumido do cenário político regional. Campos abonou a ficha de filiação de Rafael num encontro festivo na Cidade das Flores e depois ambos seguiram para um almoço com outras tantas personalidades municipais.
DE OLHO NA SUCESSÃO
O que de mais útil se pôde tirar do discurso de Campos Machado é a intenção dele em dar nova vida ao seu partido na cidade, quem sabe indicando algum candidato à sucessão do prefeito Emidio de Souza (PT), em 2012.
Só para lembrar, o PTB do deputado integra, atualmente, a base de apoio do prefeito osasquense, tendo inclusive por - duas eleições seguidas - indicado e conquistado a cadeira de vice-prefeito, com o médico e ex-vereador Faisal Cury.
QUAL A INTENÇÃO?
Seria a intenção do líder petebista, em anunciar essa vontade de candidatura a prefeito, já começar a ameaçar um rompimento de compromisso com o PT osasquense?
Será que o nome do ex-deputado Willians Rafael passa a integrar a lista de possíveis pretendentes a esse posto?
SARNA PRA SE COÇAR
Campos Machado, que citou outros ex-prefeitos de Osasco que, quando eleitos, faziam parte de seu PTB – como Francisco Rossi, Celso Giglio e Silas Bortolosso – pode ter conseguido bem mais do que um "espaçozinho" na mídia...pode ter provocado sarna para se coçar em muita gente...como também já pode ter conseguido oponentes bem antes da hora para o "coitado" do Willians Rafael...
QUESTÃO FUNDAMENTAL
Em meio ao noticiário político que chama a atenção de todo o país; ou mesmo as notícias dos crimes hediondos que continuam circulando pelos principais veículos de comunicação; a população brasileira deu um tempinho desde o final da semana passada para acompanhar outra questão fundamental para sua "sobrevivência": a escolha do novo técnico da seleção brasileira de futebol.
APRESSADOS
Muita gente ficou estarrecida com o fato de o técnico Muricy Ramalho, do Fluminense, ter recusado o convite do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira que, sem titubear, convidou então e já empossou o ex-corintiano Mano Menezes.
A pressa era assim explicada: a seleção precisava convocar jogadores para o amistoso já marcado diante dos Estados Unidos para o dia 10 de agosto.
MAL CONDUZIDA
A negativa de Muricy; a posse de Mano e a convocação de uma seleção amplamente renovada – é claro – chamaram a atenção de milhões de brasileiros que vivem e respiram por conta do futebol pentacampeão do mundo.
Mais do que a simples atenção, vale ressaltar como essa entidade – a CBF – que deveria cuidar de tão importante instituição como o futebol brasileiro, é desorganizada e mal conduzida.
BURACO VEXATÓRIO
Por tudo isso que ocorreu, dá para imaginar que mesmo antes de o convite se dirigir a Muricy Ramalho, não se havia feito contato algum com ele ou com qualquer outro possível convidado. Deixou-se para a última hora um convite tão importante, correndo-se o risco de passar por tamanho vexame como seria a recusa...e foi justamente o que aconteceu. Tremenda falta de planejamento.
Depois, para tapar esse buraco vexatório, chamou-se Mano Menezes que, claro, tem competência (não se discute) e topou a parada.
ESCOLHA ‘JUSTIFICÁVEL’
Mas a maior prova da falta de coerência, preparo e organização do senhor ‘todo-poderoso’ da CBF, Ricardo Teixeira, foi logo quando ele formalizou o primeiro convite a Muricy Ramalho: o presidente deu um grande escorregão que pouca gente percebeu.
Logo à saída do encontro com Muricy, num campo de golfe no Rio de Janeiro, ele parou para conceder entrevista a um repórter da TV Globo, para justificar sua escolha.
ESCOLHA ÓBVIA
Todo orgulhoso, achando que Muricy já era o novo técnico, respondeu à pergunta do repórter: "por que Muricy, presidente?".
Assim como uma coisa óbvia, Ricardo Teixeira fez um gesto largo com os braços, apontando para o infinito e disse: "ora, está aí o seu currículo que justifica tudo isso".
Ótimo: realmente o currículo de Muricy o faz merecedor de tamanha honra, assim como a trajetória do finalmente escolhido Mano Menezes.
CAMPANHA PÍFIA
Mas se a coisa é tão natural assim para o presidente da CBF; é tão lógico que o comandante do selecionado tenha tal experiência; por que é então que ele convocou – há cerca de quatro anos – alguém que nunca tinha sido treinador na vida?
Pois é! Ricardo Teixeira escolheu por sua própria iniciativa o agora treinador Dunga; que fez o torcedor brasileiro engolir sua faceta mais mal educada e arrogante que já se viu nos últimos tempos; além de uma campanha pífia do selecionado ‘canarinho’ na Copa da África do Sul.
Que Mano Menezes e os torcedores não caiam nessa de que tudo está sendo feito dentro de uma coerência "pai d´égua"...porque não está!
CAMPEÃO DOS CAMPEÕES
Ah...só para encerrar: porque é que não se chama o técnico Bernardinho, do voleibol masculino e do Unilever (RJ), para dar uma lição a todos eles de como é que se transforma um time vencedor, mesmo depois de reformulação total, em cada vez mais vencedor?
O moço poderia dar umas palestrinhas lá pelas bandas da CBF ou, quem sabe, até ocupar um cargo de importância.
Bem...mas aí não haveria coerência: ele é do vôlei e não do futebol...
