Direção nacional esteve em Osasco a convite do vereador Valdomiro Ventura
O Partido Social Liberal (PSL) pretende ir às urnas em outubro com chapa completa, apresentando candidatos a presidente da República, e, em São Paulo, senador, governador e deputados federais e estaduais. A informação, que havia sido adiantada ao Página Zero pelo vereador osasquense Valdomiro Ventura, em entrevista publicada na edição nº 915, de 12 de fevereiro, foi ratificada na terça-feira, 2, em entrevista coletiva por membros do partido na Câmara Municipal de Osasco.
Os sociais-liberais que deram entrevista em Osasco (Foto: Daniel Soares )
A convite de Ventura e do presidente municipal do partido, Marco Aurélio de Souza, o Marquinho, estiveram na cidade o ex-senador e ex-ministro do TST (Tribunal Superior do Trabalho) Américo de Souza, pré-candidato a presidente da República; o presidente do partido em São Paulo, Roberto Siqueira, que também é secretário-geral do partido e pré-candidato a deputado federal e Rodrigo Yoahiuchi, secretário estadual do PSL.
A chapa completa dos sociais-liberais, reiterou Siqueira, ainda incluirá o cantor e comediante Moacyr Franco, pré-candidato ao Senado e Carlos Aymar, ex-prefeito de Araçariguama pré-candidato a governador, que não participaram da entrevista coletiva.
Américo de Souza foi deputado federal pelo Maranhão, estado natal dele e pelo Rio Grande Norte. Foi o segundo colocado na eleição para governador do Maranhão, em 1966, quando perdeu para José Sarney. Posteriormente, foi suplente de Sarney no Senado e exerceu o mandato por dois anos. Por indicação do próprio Sarney, foi ministro do TST.
O pré-candidato vive hoje em Santa Catarina, onde preside o PSL estadual e é empresário de empreendimentos imobiliários. "Perguntado por um repórter se se considerava um bom administrador, respondeu com firmeza: "não, não sou bom administrador, sou ótimo".
Em Osasco, Souza esbanjou otimismo e confiança, mostrou um livro com a biografia dele e requisitou para o PSL a primazia de ser o primeiro partido a se apresentar para a eleição de outubro a revelar um programa de governo. Na biografia de Souza, há o registro de um projeto de lei proposto por ele em 1963 criando o seguro-desemprego e outro, da mesma época, em que recomendava a adoção do cinto de segurança nos carros.
O pré-candidato a presidente da República defende, entre outras ideias, a urgência de uma reforma tributária com a adoção do "tributo único", mais ampla, segundo ele, do que o imposto único porque abrangeria todos os impostos, taxas e emolumentos devidos pelos contribuintes. Na visão de Souza, seria cobrado um percentual de 10% sobre recebimentos de qualquer natureza, que ele classificou de "dízimo cívico".
O pré-candidato social-liberal tem projetos ainda para a universalização da saúde e do ensino e prega a privatização de estatais, incluindo a Petrobrás, da malha rodoviária, da rede de saúde pública e de todos os serviços prestado pelo Estado. Souza prega também a urgência de uma reforma política e acredita que convenceria o Congresso a votar essas reformas logo nos três primeiros meses de governo.
O pré-candidato a deputado federal Roberto Siqueira afirmou a importância de formar uma bancada significativa de deputados federais para fortalecer a imagem do partido junto à opinião pública. "Já elegemos vários deputados e até um governador, em Roraima, que no dia seguinte deixaram o partido, atraídos pelo fisiologismo. "Nós continuamos aqui, ganhando ou perdendo eleições, mais interessados em dar personalidade para o PSL. Vamos deixar de ser nanicos e não aceitamos a pecha de legenda de aluguel", pregou Siqueira, encerrando a coletiva.
Em seguida, a comitiva participou da sessão ordinária da Câmara osasquense, ciceroneada por Valdomiro Ventura e a convite do presidente da Casa, vereador Osvaldo Vergínio (PR).
