Por Daniel Soares
O sindicalista carapicuibano Tadeu Morais, primeiro vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, presidente do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), entidade de estudos econômicos mantida pelos trabalhadores e presidente do diretório municipal do PDT Partido Democrático Trabalhista (PDT) está empenhado em dar mais visibilidade ao partido na cidade e na região.
“O PDT pode dar uma grande contribuição a Carapicuíba”, defendeu Tadeu Morais (Foto: Daniel Soares)
Morais, que é cotado para ser um dos candidatos a deputado estadual do partido, concedeu entrevista coletiva durante café da manhã com a imprensa no diretório do PDT, no centro de Carapicuíba, na terça-feira, 16, com o objetivo, segundo declarou, de aproximar o partido da opinião pública por meio dos veículos de comunicação.
"O PDT pode dar uma grande contribuição para Carapicuíba e para a região", defende Tadeu. O partido foi um dos pilares da coligação que, depois de oito anos de tucanato, conquistou a prefeitura para Sergio Ribeiro (PT) e uma cadeira na Câmara Municipal, ocupada pela vereadora Professora Sônia, esposa de Tadeu. O partido ocupa espaço também na administração, tendo indicado o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Social, Marcelo Dourado.
Ele se diz confiante em uma eventual candidatura porque espera contar com apoio de vereadores do PDT em várias cidades paulistas, incluindo São Paulo, onde tem assento o vereador Cláudio Prado e a vizinha Cotia, que tem o vereador Cláudio Olores, sindicalista e metalúrgico como ele. "Se eu fosse deputado hoje proporia R$ 700 como piso do salário mínimo paulista", afirmou Tadeu. O mínimo paulista costuma ser superior ao nacional.
Projeta que se eleito terá o papel primordial de apresentar emendas ao orçamento para escolas técnicas em Carapicuíba, hospitais, para o programa de ensino integral e para saneamento básico, uma das maiores carências de Carapicuíba. Além disso, pretende cobrar da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) a destinação de mais moradias populares para os carapicuibanos. "Nosso déficit habitacional é muito grande e eu temo que possamos estar sendo discriminados por razões partidários", comentou.
Outras frentes de luta que Tadeu se propõe integrar seriam contra a política estadual dos pedágios e contra a Sabesp que, na opinião dele, "é uma caixa-preta. Pagamos por um serviço, o tratamento de esgoto, que não é cumprido pela empresa e não se vê uma CPI na Assembleia contra isso", aponta.
Perguntado, o sindicalista fez uma avaliação da administração Sergio Ribeiro. "A pasta do PDT vai bem, com registro de muitos avanços em relação ao passado. O prefeito tem a limitação do nosso orçamento, baseado em receita muito aquém das demandas de uma cidade com a complexidade que tem a nossa. Considerando isto e o caos herdado de administrações anteriores, o Sergio está fazendo o que pode", opinou.
"Precisamos de muita ajuda federal, a cidade estava falida", emendou Tadeu. Segundo ele, um dos problemas mais incômodos do início da administração, a coleta de lixo, está sendo equacionado. "Já temos até uma frota nova para esse serviço, com equipamentos que Carapicuíba nunca tivera tido na história dela", comemorou.
A análise de Tadeu sobre a Câmara de Vereadores é menos generosa. "As câmaras costumam ser assessorias de luxo dos Executivos, são meramente homologadoras. A de Carapicuíba precisa sair deste círculo vicioso investindo mais na discussão política do que nos confrontos pessoais, como está ocorrendo", criticou.
Para o pedetista, a despersonalização política da Câmara a empurra para a inação. "Foi por isso que a vereadora Sônia renunciou ao cargo dela na Mesa Diretora", justificou. "Tem secretário que boicota vereador da base de sustentação do prefeito", encerrou o sindicalista do PDT.
