O senador paulista Aloizio Mercadante, que pleiteia ser governador de São Paulo pelo PT e tem campanha coordenada pelo prefeito osasquense Emidio de Souza (PT), chegará a outubro em uma confortável coligação que reúne nada menos que nove partidos, além do próprio PT e turbina o tempo de televisão do candidato petista.
Além do Partido Trabalhista do Brasil (PT do B); Partido da Social Democracia Cristã (PSDC) e do próprio PT, outros sete partidos integram a aliança por Mercadante ao governo estadual: Partido Democrático Trabalhista (PDT); Partido Trabalhista Nacional (PTN); Partido Republicano Progressista (PRP); Partido da República (PR); Partido Republicano Brasileiro (PRB); Partido Trabalhista Cristão (PTC) e Partido Pátria Livre (PPL). Essa conta, no entanto, pode ainda ser ampliada até o limite do prazo para realização das convenções.
O próprio PT ficou com uma das legendas ao Senado e terá como candidata a ex-prefeita paulistana e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy e a outra ficou com o cantor, apresentador de televisão carapicuibano e vereador em São Paulo, Netinho de Paula.
Apesar da candidatura própria à Presidência da República, com o líder perene do partido, José Maria Eymael, o PSDC acertou a participação na candidatura petista ao governo paulista.
A candidatura de Aloizio Mercadante será oficializada no sábado, 26, durante a convenção estadual do PT, no Expo Center Norte.
PSB CONFIRMARÁ SKAF E COLIGAÇÃO COM PSL
A convenção paulista do Partido Social Brasileiro (PSB) está marcada para o próximo domingo, 27, para oficializar a candidatura do empresário e presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf. Em pesquisa feita em março pelo Instituto Datafolha, Skaf aparecia como o quarto colocado, superado, pela ordem, pelo tucano Geraldo Alckmin; pelo petista Aloizio Mercadante e por Celso Russomanno (PP), com de 2% das intenções de voto.
O PSB ainda não tem candidato a vice, embora se cogite o nome da médica Mariane Pinotti, filha do também médico José Aristodemo Pinotti, deputado federal pelo PSB paulista entre 1997 e 1999 e falecido em 2009 e vai para a eleição com um solitário aliado de coligação, o PSL, um nanico que lançou Américo de Souza à Presidência da República.
Essa coligação custou a cabeça da chapa para o PSL e consequentemente o plano do ex-prefeito de Araçariguama, Carlos Aymar, disputar o governo do Estado. Ele, entretanto, ficou com a legenda para o Senado, que estava reservada para o cantor Moacyr Franco, agora candidato a deputado federal. Na região, a legenda terá o vereador osasquense Valdomiro Ventura candidato a deputado estadual.
Já o Partido Progressista, de Paulo Maluf, lançou o nome do deputado federal Celso Russomano para governador em convenção realizada na segunda-feira, 21. Essa candidatura, no entanto, vem sendo debatida dentro do próprio partido, já que depende da própria candidatura de Maluf à reeleição, ameaçado de ficar impedido pela implantação do projeto ‘Ficha Limpa’.
Como bom ‘puxador’ de votos, é imprescindível para o partido que Maluf seja candidato, favorecendo seus correligionários em suas campanhas.
