Secretário carapicuibano de Serviços Municipais fez a declaração em vista à redação do Página Zero
Por Daniel Soares

Cassundé: “o Movimento não tem líderes, mas se tiver que ter um candidato, será eu” (Wenilson Morais)
O vereador licenciado e secretário carapicuibano de Serviços Municipais e Zeladoria, Elias Cassundé (PMDB) visitou a redação do Página Zero na companhia do empresário e contabilista Gilberto Freitas, da Freitas Contabilidade, presidente da Associação dos Escritórios de Contabilidade de Carapicuíba (Aescca) e filiado do PPS. Foram recepcionados pelos jornalistas Marco Infante, diretor-editor do jornal, Daniel Soares e Wenilson Morais.
Em linhas gerais, Cassundé historiou os passos mais recentes do Movimento Municipalista, fundado por ele e que conta com outros partidos da cidade, além do PMDB, "e com a participação da sociedade civil, de igrejas (ele mesmo atua na Igreja do Evangelho Quadrangular) e de várias entidades de representação profissional de Carapicuíba" como gosta de ressaltar.
"O Movimento nasceu em 1998 e tem se dedicado a gestar ideias para o desenvolvimento de Carapicuíba", disse Elias, citando, entre essas ideias, as propostas de extensão das linhas intermunicipais de ônibus aos bairros e a adoção de passe livre para bolsistas do Prouni. "Em nível nacional, nos aliamos à luta contra a corrupção e aderimos às iniciativas do Paulo Skaf, presidente da Fiesp e filiado do PMDB", acrescentou Cassundé.
O Movimento passa por momentos delicados, com a possível defecção de um aliado de primeira hora, o PDT, cujo principal líder, o sindicalista Tadeu Morais, anuncia candidatura própria à Prefeitura de Carapicuíba. "Ninguém fala isoladamente pelo Movimento Municipalista, que não tem líderes e nem se propõe, em princípio, a lançar candidaturas", reclamou Elias. "Mas, se os participantes optarem por este caminho, de candidatura própria, o nome natural é o meu", reivindicou.
"O Tadeu se promoveu com a exposição que o Movimento proporcionou a ele", criticou. Segundo Cassundé, ainda participam ativamente do Movimento Municipalista os partidos PMDB, PPS, PRTB, PTC, PR e PDT. "O Movimento não é contra "a", "b" ou "c", como andam apregoando", apontou Elias, censurando Tadeu Morais, ainda que sem citá-lo nominalmente neste caso.
"Não tem nenhuma procedência a informação de que nossa intenção seria a de forçar uma indicação como candidato a vice do prefeito Sergio Ribeiro (PT) na reeleição, como andou divulgando o atual vice-prefeito Salim Reis (PSD)", declarou Elias. "Posso ser candidato a prefeito, tenho este sonho, a vice ou mesmo continuar como vereador. Se tiver que compor, será com quem se comprometer com nossas ideias e propostas", salientou.
Tadeu vai sozinho
Advertido por Cassundé por falar em nome do Movimento, o sindicalista Tadeu Morais dá de ombros. "Sempre disse pro Cassundé que o PDT teria candidatura própria, compromisso assumido por nós com a direção nacional do partido. Aliás, ele também tem este compromisso com o PMDB, não sei como vai se virar se não viabilizar a candidatura dele", ironizou.
Na quinta-feira, 2, enquanto esta edição estava sendo fechada, o pedetista convocou entrevista coletiva para anunciar a disposição de disputar a sucessão de Sergio Ribeiro (PT). Na eleição do atual prefeito, o PDT fez parte da coligação, mas agora desembarcou.
"O Sergio não cumpre acordos. Tinha o compromisso de dar a regional da Cohab para o PDT e de apoiar minha candidatura a deputado estadual e roeu a corda", disse Tadeu ao Página Zero durante encontro de partidos "nanicos" em Osasco, na noite da quarta-feira, 1º.
